Os Prémios Lois Peña Novo reconhecem o labor da Ponte… nas Ondas!

Em junho de 2017, decididos os prémios da Fundação Lois Peña Novo pela normalização da língua galega na sua XXIII edição, o júri quis reconhecer nesta ocasião o trabalho da Associação Cultural e Pedagógica Ponte… nas Ondas! Ao mesmo tempo que a PNO, foram premiados ainda a magistrada Sandra Piñeiro e o biólogo Xurxo Mariño.

Uma grande honra ter sido escolhidos pelo trabalho desenvolvido ao lado de pessoas e entidades que defendem e transmitem o nosso património mais precioso: a língua. O prémio é para todos os estabelecimentos de ensino, para os alunos, para os professores e para as pessoas e associações que fazem com que o nosso património se mantenha vivo nas vozes das novas gerações. Parabéns ainda para o Xurxo Mariño e a Sandra Piñeiro por este prémio.

Assim o recolhe a ata do júri da Fundação Lois Peña Novo:

A Associação Cultural e Pedagógica Ponte… nas Ondas! tem desenvolvido, desde há mais de 20 anos, um labor de transmissão e posta em valor do Património Imaterial comum entre a Galiza e Portugal em que a língua é o suporte da experiência da associação que se desenvolve, quer no âmbito cultural, quer no educativo e social através da rádio, da Internet e/ou por meio da dinamização da cultura popular. O labor da Ponte… nas Ondas! aproxima-se de setores sociais diversos, destacando-se o labor de transmissão do património realizado a partir da experiência das comunidades de portadores que contribuíram com o seu conhecimento para levá-lo, não só às aulas, mas também valorizando-o com a apresentação da Candidatura do Património Imaterial Galaico-Português perante a UNESCO. Recentemente, este organismo designou a Ponte… nas Ondas! como uma ONG consultora no que diz respeito ao Património Imaterial, com a colaboração de prestigiosos antropólogos, filólogos e outros investigadores do social. Considera o júri que o trabalho de envolvimento de diversos setores, mas acima de tudo, dos jovens a utilizarem a língua e a defenderem um modo de ser-se e uma cultura própria, é merecedor de um reconhecimento social.